domingo, 9 de outubro de 2011

Como Lidar com DEPENDENTES Quimícos?

Como lidar com o problema das drogas?

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Resumo

O nível de consumo das drogas vem aumentando cada vez mais. O terror se torna maior ainda quando descobrimos que alguém de quem gostamos muito está envolvido. Ver alguém passar por essa situação não é fácil. Mais difícil ainda é querer ajudar e não saber como. Veja algumas dicas de como lidar com essa situação.


Passos


1

Pare de proteger o dependente dos problemas que ele se envolve. Dê-lhe oportunidade para ver as conseqüências desastrosas de seu vício. Isso aumenta as chances da pessoa enxergar que o uso das drogas não leva a nada.

2

Converse na hora apropriada, em que ambos estejam calmos. Pense antes de falar e não fale com a pessoa se ela está sob o efeito da droga. Ambos podem acabar se magoando com a conversa na hora errada.

3

Mostre sua preocupação e dê apoio total. Conte casos onde o usuário foi prejudicado seriamente pelo uso das drogas e caso você tenha tido experiências nesse universo, divida-as.

4

Comente as conseqüências de não ir atrás de uma ajuda especializada. As pessoas quando usam drogas ficam agressivas e podem até machucar você inconscientemente. Fale que caso se recuse a procurar ajuda, algumas providências serão tomadas e por você.

5

Esteja preparado a qualquer momento para ajudar. Procure entender as causas, conseqüências e locais de tratamento. Quando a pessoa estiver pronta, estenda seu braço e prontifique-se para acompanhá-la.

Importante

  • Não faça nenhum tipo de ameaça. Se a pessoa se sentir intimidada, será muito mais difícil aceitar ajuda. Vá com calma, lembre-se que ela está passando por um momento difícil.
  • Lembre-se que a melhor saída é procurar orientações com pessoas especializadas em dependência química. Ninguém melhor que elas para mostrar o caminho a ser seguido.
  • Há uma série de livros que podem ajudar no entendimento sobre os danos causados pelos consumos das drogas, tanto para o usuário como para os envolvidos diretamente no problema.

    Pr. Robson Vital Life

Transformando Homens Em " Grandes Pescadores."

Como chegar a ser pescadores de homens
C. H. Spurgeon
Leitura: Mateus 4:19.
Quando Cristo nos chama por sua graça, nós devemos não só recordar o que somos, mas também pensar no que ele pode fazer de nós. «Vinde após mim, e vos farei...». Devemos nos arrepender do que fomos, mas nos regozijar no que podemos ser. Não é: «sigam-me, por causa daquilo que vocês já são», nem: «sigam-me, porque vocês podem fazer algo por si mesmos», mas: «sigam-me, par causa daquilo que eu vos farei ser».
Certamente, devo dizer que todos nós logo que nos convertemos, «ainda não se manifestou o que havemos de ser». Não parecia provável que uns humildes pescadores se converteriam em apóstolos; que homens tão úteis com a rede seriam aptos na casa para pregar sermões e instruir aos convertidos. Alguém diria: «Como pode ser isto? Não se pode converter esses camponeses da Galiléia em fundadores de igrejas».
Isso é exatamente o que Cristo fez; e quando nos aproximamos com humildade diante do olhar de Deus por um sentido de nossa própria indignidade, podemos nos sentir alentados a seguir a Jesus por causa daquilo que ele pode fazer de nós. O que dizer da mulher de espírito aflito quando ela elevou a sua canção? «Ele levanta do pó ao pobre, e do monturo exalta ao necessitado, para lhe fazer sentar-se com os príncipes...» (1 Samuel 2:8). Não podemos dizer o que Deus pode fazer de nós na nova criação, já que teria sido absolutamente impossível ter previsto o que ele fez do caos na velha criação.
Quem poderia ter imaginado todas as coisas belas que saíram da escuridão e do caos, a partir daquela ordem: «Haja luz»? E quem pode dizer quão bela amostra de tudo o que é divinamente justo, aparece na vida antes às escuras de um homem a quem a graça de Deus tem dito: «Haja luz»? Oh, vocês que no presente não vêem em si mesmos nada do que é desejável, vêm e sigam a Cristo por causa do que ele pode fazer de vocês. Não ouvem sua doce voz lhes chamando e dizendo: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens»?
Em seguida, notem que nós não fomos feitos tudo o que seremos, nem tudo o que deveríamos ser, quando formos pescados e capturados. Isto é o que a graça de Deus faz por nós no princípio; mas não é tudo. Nós somos como peixes que vivemos no pecado como nosso elemento; e o bom Senhor vem, e com a rede do evangelho pega e nos liberta de uma vida de amor ao pecado.
Mas, quando ele fez isto, ainda não tinha forjado em nós tudo o que ele pode fazer, nem tudo o que desejaríamos que ele fizesse; já que é distinto e maior o milagre de que nós, sendo peixes, cheguemos a ser pescadores: Os salvos são feitos agentes de salvação; os convertidos, instrumentos de conversão; os receptores do evangelho, transmissores desse mesmo evangelho a outras pessoas. Creio que posso dizer a cada um de vocês: ‘Se tu mesmo tem sido salvo, a obra estará feita pela metade até que te ocupes em levar outros a Cristo’. Até aqui, estás formado só na metade da imagem do seu Senhor. Não alcançará o pleno desenvolvimento da vida de Cristo em ti a menos que tenha começado, de algum modo, a falar com outros da graça de Deus. E confio em que não dará descanso aos seus pés até que tenha sido o meio de levar a muitos esse bendito Salvador que é a sua confiança e a sua esperança. Sua palavra é: «sigam-me», não só para que possam ser salvos, nem mesmo para serem santificados; mas: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens».
Sigam a Cristo com essa intenção e esse objetivo; e tenham temor de não estar seguindo-o perfeitamente a menos que em algum grau ele os esteja utilizando como pescadores de homens. O fato é que cada um de nós deve ter o ofício de pescadores de homens. Se Cristo nos apanhou, devemos capturar a outros. Se fomos aprisionados por ele, devemos ser seus oficiais para apanhar os rebeldes. Devemos lhe pedir que nos dê a graça para ir pescar e assim lançar nossas redes para capturar uma grande multidão de peixes. Oh, que o Espírito Santo possa levantar entre nós pescadores mestres, que levem os seus barcos a muitos mares, para recolher grandes cardumes de peixes!
Meu ensino agora será muito simples, mas espero ser eminentemente prático; porque meu desejo é que nenhum dos que amam ao Senhor fraqueje em seu serviço. O que diz Cantares de Salomão com respeito à certa ovelha que sobe do lavadouro? «Todas com as crias gêmeas, e nenhuma entre elas estéril». Que seja assim com todo o povo cristão!
De fato, o dia é muito escuro. Os céus se cobrem com pesadas nuvens de tormenta. Os homens não imaginam que as tempestades possam logo sacudir a cidade e toda a classe social desta terra, até uma ruptura geral da sociedade. Tão escura pode chegar a ser a noite que as estrelas pareçam cair como frutos prematuros da árvore. Os tempos são maus. Hoje, como nunca antes, cada vagalume deve mostrar o seu brilho. Vocês, até com a vela mais diminuta, devem tomá-la de debaixo do velador e pô-la em um castiçal. Há necessidade de todos vocês. Ló era uma pobre criatura, um tipo muito miserável de crente; mas mesmo assim, pôde ser uma grande bênção para Sodoma.  Mas não intercedeu como deveria tê-lo feito. E os pobres cristãos, como temo que muitos são, comecem a valorizar cada alma verdadeiramente convertida nestes dias maus e a orar para que cada uma possa glorificar ao Senhor.
Rogo que cada homem justo que se sinta incomodado com o falatório dos malvados, possa ser mais impertinente na oração, como nunca antes, e voltar-se para o seu Deus para obter mais vida espiritual, para poder ser bênção às pessoas que perecem ao seu redor. Portanto, falo-lhes com este pensamento primordial. Oh, que o Espírito de Deus possa fazer que cada um de vocês sinta a sua responsabilidade pessoal!
Aqui, para os crentes em Cristo, para que eles sejam úteis, há uma tarefa a realizar. «Vinde após mim...». Mas, em segundo lugar, há algo que o seu grande Senhor e Mestre realizará: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens». Vocês não crescerão como pescadores por si mesmos, mas isto é o que Jesus fará por vocês se apenas lhe seguirem. E em seguida, por último, aqui há uma boa ilustração, usada como estava acostumado a fazer o nosso grande Mestre; porque raras vezes falava com o povo sem uma parábola. Ele nos apresenta uma ilustração do que deveriam ser os homens cristãos: Pescadores de homens. Dela, podemos obter algumas sugestões úteis, e rogo que o Espírito Santo as abençoe para nós.

I.  O que Nós Fazemos
Seguir a Cristo
Em primeiro lugar, então, verificamos que todo crente quer ser útil. Se não for assim, me permito perguntar se pode ser um verdadeiro crente em Cristo. Bem, então, se queres ser realmente útil, aqui há ALGO QUE PODE FAZER COM ESSE FIM: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens».
Qual é o caminho para converter-se em um pregador eficiente? «Jovem», diz alguém, «vá para a universidade». «Jovem», diz Cristo, «siga-me, e eu te farei um pescador de homens». Como pode uma pessoa ser útil? «Participe de um curso de treinamento», diz alguém. Correto; mas há uma resposta mais segura que essa: Sigam a Jesus e ele vos fará pescadores de homens.
A grande escola de formação para os obreiros cristãos tem a Cristo por cabeça; e ele está como cabeça, não só como um tutor, mas também como um líder. Nós não só aprendemos dele estudando, mas também o seguindo na ação: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens». A direção é muito clara e simples, e creio que é exclusiva, porque nenhum homem pode converter-se em um pescador por nenhum outro processo. Este processo pode parecer muito simples; mas certamente é o mais eficiente. O Senhor Jesus Cristo, que sabia tudo sobre a pesca de homens, foi o próprio doador da regra: «sigam-me, se desejam ser pescadores de homens. Se querem ser úteis, permaneçam no meu caminho».
Compreendo isto, primeiro, neste sentido: Ser separados para Cristo. Estes homens iam abandonar as suas atividades; iam deixar os seus companheiros; eles foram, de fato, separados do mundo, para que o seu único ofício fosse, no nome do seu Mestre, pescadores de homens. Nem todos são chamados para abandonar as suas ocupações cotidianas ou a deixarem as suas famílias. Isso seria antes escapar da pesca do que trabalhar nela no nome de Deus.
Mas somos chamados mais claramente para sair dentre os ímpios; para nos apartar e não tocar coisa impura. Não podemos ser pescadores de homens se permanecermos entre os homens, na mesma espécie que eles. Os peixes não serão pescadores. O pecador não converterá ao pecador. O homem ímpio não converterá ao homem ímpio; e, o que é mais sutil, o cristão mundano não converterá o mundo. Se for do mundo, sem dúvida o mundo amará o que é seu; mas você não poderá salvar o mundo. Se viver obscuramente e pertencer ao reino das trevas, não poderá remover as trevas. Se marchas com os exércitos dos iníquos, não poderá derrotá-los.
Creio que uma das razões pelas quais a igreja de Deus tem hoje pouca influencia sobre o mundo, é porque o mundo tem muita influência sobre a igreja. Hoje em dia ouvimos os Não Conformistas alegando que eles podem fazer isto e aquilo – coisas pelas quais os seus antepassados puritanos teriam morrido na fogueira, antes de havê-las tolerado-. Advogam por viver como mundanos. Minha triste resposta a aqueles que desejam essa liberdade, é: «Faça-o se te atreves. Não te poderá fazer muito dano, porque já é muito mal. Teus desejos mostram o quão podre está o teu coração. Se tiveres fome depois de tal comida de cães, anda e come do lixo. As diversões mundanas são mantimentos aptos para meros simuladores e hipócritas. Se vocês fossem filhos de Deus, detestariam o próprio pensamento do desfrute malvado do mundo, e sua pergunta não seria: «Até onde podemos ser como o mundo?», mas o seu clamor seria: «Quão longe podemos nos apartar do mundo? Quanto mais podemos sair dele?». Sua tentação, em um tempo como este, deveria melhor estar em converter-se em puritanos ultra-severos em sua separação do pecado, do que em perguntar: «Como posso fazer eu o mesmo que fazem outros homens e atuar como eles?» Irmãos, a utilidade da igreja no mundo deveria ser como o sal no meio da putrefação; mas se o sal tiver perdido o seu sabor, para que serve? Se o próprio sal pudesse se corromper, não poderia haver senão um aumento e uma intensificação da corrupção geral.
O pior dia que o mundo jamais viu foi aquele em que os filhos de Deus se uniram com as filhas dos homens. Então veio o dilúvio; porque a única barreira contra uma inundação de vingança neste mundo é a separação entre o santo e o pecador. O seu dever como cristão é manter-se firme em seu próprio lugar voltado para Deus, aborrecendo até os objetos manchados pela carne, resolvendo, como um daqueles antigos, que outros façam o que lhes é próprio, enquanto quanto a ti, tu e tua casa servirão ao Senhor.
Venham, filhos de Deus, vocês devem sair com o seu Senhor para fora do arraial. Jesus lhes chama hoje dizendo: «Vinde após mim». Você achou Jesus no teatro? Ele freqüentava os esportes do hipódromo? Vocês pensam que Jesus foi visto em alguma das diversões da corte herodiana? Não. Ele era «santo, inocente, sem mancha, apartado dos pecadores». Em um sentido, ninguém se misturou com os pecadores tão completamente como o fez ele quando, como um médico, esteve entre eles curando os seus males; mas em outro sentido, houve um abismo aberto entre os homens do mundo e O Salvador, que ele nunca tentou cruzar, e que os homens não podiam cruzar para enlodá-lo. A primeira lição que a igreja tem que aprender é a seguinte: Sigam a Jesus no estado de separação, e ele lhes fará pescadores de homens. A menos que vocês tomem a sua cruz e protestem contra um mundo ímpio, não podem esperar que o Jesus santo lhes faça pescadores de homens.

Viver com Cristo
Um segundo significado muito evidente de nosso texto é este: Vivam com Cristo e então serão feitos pescadores de homens. Os discípulos, a quem Cristo chamou, foram viver com ele. Foram a cada dia se associando com ele. Foram para lhe ouvir ensinar publicamente o evangelho eterno, e, além disso, receberam explicações seletas em privado da palavra que ele tinha falado. Eles foram seus servidores próximos e seus amigos pessoais. Eles viram os seus milagres e ouviram as suas orações; e, melhor ainda, foram estar com ele e para converter-se em um com ele em sua obra santa. Foi dado sentar-se à mesa com ele, e até os seus pés foram lavados por ele. Muitos deles cumpriram esta palavra: «Onde quer que viveres, viverei». Estiveram com ele em suas aflições e perseguições. Foram testemunhas das suas agonias secretas; viram muitas das suas lágrimas; observaram a paixão e a compaixão da sua alma e assim, depois de tudo isto, compreenderam o seu espírito, e desse modo aprenderam a ser pescadores de homens.
Aos pés de Jesus devemos aprender a arte e o mistério de ganhar almas. Porque viver com Cristo é a melhor preparação para ser útil. É uma grande bênção para qualquer homem associar-se com um ministro cristão cujo coração arde. A melhor formação para um jovem é aquela que os pastores valdenses costumavam dar, quando cada homem ancião tinha um homem jovem com ele, que caminhava com ele quando subia a ladeira da montanha para pregar e vivia na casa com ele, e este ouvia as suas orações e via a sua piedade diária.
Esta era uma instrução fina; mas não é comparável com aquela dos apóstolos que viveram com Jesus e foram os seus companheiros cotidianos. A formação dos Doze foi inigualável. Não é de estranhar que chegassem a ser o que foram com semelhante tutor celestial lhes saturando com o seu próprio espírito! Hoje em dia, a presença corporal dele não está entre nós; mas o seu poder espiritual é talvez mais plenamente conhecido para nós do que foi pelos apóstolos nesses dois ou três anos de presença física do Senhor.
Há alguns de nós com quem ele é mais íntimo e próximo. Sabemos mais a respeito dele que a respeito de nosso amigo mais querido na terra. Nunca pudemos ler totalmente o coração do nosso amigo em todos os seus cantos e sinuosidades, mas conhecemos o coração do Bem-amado. Reclinamos a cabeça em seu peito e desfrutamos de uma comunhão com ele como não poderíamos ter com nenhum dos nossos próprios familiares. Este é o método mais seguro para aprender a fazer o que é bom.
Vivam com Jesus, sigam a Jesus e ele os fará pescadores de homens. Vejam como ele opera e aprenderão a fazê-lo vocês mesmos. Um homem cristão deve ser um aprendiz atrelado a Jesus para aprender a tarefa do Salvador. Nós nunca podemos salvar homens oferecendo redenção, pois não temos nada que apresentar; mas podemos aprender como salvar homens lhes advertindo que fujam da ira vindoura e lhes apresentando o único grande remédio eficaz. Vejam como Jesus salva, e saberão como se faz. Não existe outra forma de aprender isto. Viva em comunhão com Cristo e haverá sobre ti o jeito e a maneira daquele que foi feito apto no coração e mente para ensinar e sábio para ganhar almas.

Obedecer a Cristo
No entanto, podemos dar um terceiro significado a este: «Vinde após mim», e é: «me obedeçam, e então saberão o que fazer para salvar homens». Não podemos falar de nossa comunhão com Cristo ou de nossa separação do mundo para ele, a menos que façamos dele nosso Mestre e Senhor em tudo. Se alguns mestres públicos não forem conseqüentes em todos os pontos de suas convicções, como podem buscar uma bênção?
Um homem cristão desejoso de ser útil deveria ser muito preciso com relação a cada ponto da obediência a seu Mestre. Sem dúvida, Deus abençoe as nossas igrejas mesmo que sejam muito defeituosas, porque a sua misericórdia permanece para sempre. Quando há uma medida de engano no ensino e uma medida de engano na prática, ele ainda pode utilizar o ministério, porque a sua graça é admirável. Mas uma grande medida de bênção deve ser necessariamente retida de todo ensino que seja deliberado ou notoriamente defeituoso. Deus pode pôr o seu selo sobre a verdade que há nisso, mas ele não pode confirmar o engano que está ali. Dos enganos a respeito das ordenanças cristãs e outras coisas, sobre todos os enganos no coração e no espírito, podem vir males que nós nunca procuramos. Tais males podem estar operando até agora sobre o tempo presente, e podem causar danos ainda piores sobre as gerações futuras. Se desejamos ser amplamente utilizados por Deus como pescadores de homens, devemos imitar o nosso Senhor Jesus em tudo e lhe obedecer em cada ponto.
O fracasso na obediência pode conduzir ao fracasso no êxito. Cada um de nós, se deseja ver seu filho salvo, a sua classe de escola dominical abençoada, ou a sua congregação convertida, deve cuidar que, estando aos cuidados dos vasos do Senhor, ele próprio esteja limpo. Algo que façamos que entristeça o Espírito de Deus tira de nós alguma parte do nosso poder para o bem.
O Senhor é misericordioso e cheio de graça; no entanto, é um Deus zeloso. Às vezes é severamente zeloso quando o seu povo vive descuidando do seu dever conhecido ou em associações que não são limpas diante dos seus olhos. Ele abaterá a obra deles, debilitará as suas forças e lhes humilhará, até que digam finalmente: «Meu Senhor, quero tomar o teu caminho. Quero fazer o que tu me convidas a fazer, porque de outra forma tu não me aceitarás».
O Senhor disse aos seus discípulos: «Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado, será salvo», e lhes prometeu sinais que lhes seguiriam, e assim o fizeram. Devemos voltar para a prática e o ensino apostólico. Ignorando os mandamentos dos homens e a vaidade da nossa própria mente, devemos fazer o que Cristo nos diz, como Cristo diz, e porque Cristo diz. Definitivamente e claramente, devemos tomar o lugar de servos; e se não o fizermos, não poderemos esperar que o nosso Senhor trabalhe conosco e por nós. Devemos decidir que, tão real como a agulha aponta para o pólo, verdadeiro seja, no que corresponde a nossa luz, o mandado do nosso Senhor e Mestre: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens». Este ensino parece dizer: «Se forem além de mim, ou mais atrás de mim, poderá lançar a rede; mas a noite estará sobre ti, e nessa escuridão não achará nada. Quando fizer o que eu te digo, lançará a tua rede do lado direito do barco, e achará».
Uma vez mais, creio que aqui há uma grande lição para aqueles que pregam os seus próprios pensamentos em lugar de expor os pensamentos de Cristo. Os discípulos seguiram a Cristo para ouvi-lo, para escutar o que tinha que dizer, beber do seu ensino e então ir e ensinar o que ele lhes tinha ensinado. O seu Senhor lhes diz: «O que vos digo em oculto, dizei-o na luz; e o que ouvis ao ouvido, proclamem dos eirados».
Se eles forem repórteres fidedignos da mensagem de Cristo, ele lhes faria «pescadores de homens». Mas vocês conhecem o método jactancioso de hoje em dia: «Eu não vou pregar este evangelho tão antiquado, esta oxidada doutrina puritana. Me sentarei em meu estúdio até que as velas não ardam e inventarei uma nova teoria; então, sairei com o meu pensamento totalmente novo e iluminarei longe com ele». Muitos não estão seguindo a Cristo, mas a si mesmos e deles bem pode dizer o Senhor: «Vocês verão qual palavra permanece, a minha ou a de vocês».
Outros são perversamente prudentes e julgam que certas verdades, que são evidentemente, palavra de Deus, seria melhor mantê-las guardadas. Você não deve ser áspero, só deve profetizar coisas suaves. Para que falar sobre o castigo do pecado, e o castigo eterno? São doutrinas antiquadas. Pode ser que elas são ensinadas na palavra de Deus, mas não se ajustam à época atual. Devemos reluzi-las. Irmãos em Cristo, eu não terei parte alguma nisto. E vocês? Oh, minha alma, não entres no segredo deles! Nossa era ilustrada tem descoberto certas coisas que não se ensinam na Bíblia. A Evolução pode ser claramente oposta ao ensino de Gênesis, mas isso não importa. Não vamos ser crentes da Escritura, mas pensadores originais. Tal é a ambição vangloriosa de nosso tempo.
Vocês notem, o vício desta geração aumenta em proporção a pregação da teologia moderna. Em grande medida, atribuo a vida licenciosa deste tempo ao relaxamento da doutrina pregada por seus mestres. Do púlpito ensinam ao povo que o pecado é uma insignificância. Do púlpito estes traidores de Deus e do seu Cristo ensinaram às pessoas que não há nenhum inferno ao qual temer. Um inferno pequeno, mínimo, talvez, pode haver; mas o justo castigo pelo pecado é invalidado. O precioso sacrifício expiatório de Cristo foi ridicularizado e tergiversado por aqueles que se comprometeram a pregá-lo. Deram às pessoas o nome de evangelho, mas o evangelho em si mesmo se evaporou em suas mãos. Das centenas de púlpitos se encarregaram de extinguir o evangelho, tal como o pássaro dodo de seus antigos refúgios; e ainda assim os pregadores tomam a posição e o nome de ministros de Cristo.
Bom, e qual é a conseqüência disso? Que as suas congregações crescem mais e mais frágeis; e assim deve ser. Jesus diz: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens»; mas se for por seu próprio caminho, com a sua própria rede, não obterá nada, e o Senhor não te promete ajuda dessa maneira. Os mandamentos do Senhor fazem dele nosso líder e exemplo. «Vinde após mim, sigam a mim, pregue o meu evangelho. Prega o que eu prego; ensina o que eu ensino e permaneça nisso». Com a bendita atitude de servos, cuja ambição é serem imitadores e nunca serem originais, copiem a Cristo inclusive em jotas e tils. Façam, e ele lhes fará pescadores de homens; de outro modo, vocês pescarão em vão.

Santificar-nos
Fecho esta parte do discurso dizendo que não seremos pescadores de homens a menos que sigamos a Cristo em outro aspecto; e é, nos esforçando, em todos os pontos, por imitar a sua santidade. A santidade é o poder mais real que pode ser possuído por homens ou mulheres. Nós podemos pregar a ortodoxia, mas também devemos viver a ortodoxia. Deus proíbe que preguemos outra coisa; mas tudo será vão, a menos que exista uma vida que respalde o testemunho.
Um pregador ímpio até pode tornar a verdade desprezível. Na medida em que alguém retrocede de uma vida de zelosa santificação, retrocederá do lugar de poder. O nosso poder se encontra nesta palavra: «sigam-me». Ser como Jesus. Em todas as coisas, esforcem-se em pensar, falar e atuar como Jesus fez, e ele os fará pescadores de homens. Isto requererá negar-se a si mesmos, e tomar a sua cruz a cada dia.
Isto pode requerer a vontade de renunciar a nossa reputação – estar dispostos a ser tidos por néscios, idiotas e coisas deste estilo, tal como os homens costumam chamar a aqueles que permanecem com seu Mestre. Deve haver a alegre renuncia a tudo aquilo que se veja como honra e glória pessoal, para que possamos ser totalmente de Cristo e glorificar o seu nome. Temos que viver a sua vida e estar dispostos a morrer a sua morte se for necessário.
Oh irmãos e irmãs, se fizermos isto e seguimos a Jesus, pondo os nossos pés nos passos dos seus pés transpassados, ele nos fará pescadores de homens. Se ele se agradar que nós deixemos esta vida sem ter trazido muitas almas à cruz, falaremos de nossas tumbas. De uma maneira ou outra, o Senhor fará que uma vida santa seja uma vida influente. Não é possível que uma vida que pode ser descrita como a de um seguidor de Cristo seja uma vida infrutífera aos olhos do Altíssimo. Se depois do «Siga-me» há um «Vou», Deus jamais se retratará de sua palavra: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens».
Até aqui o primeiro ponto. Há algo que nós devemos fazer: por graça, fomos chamados para seguir a Jesus. Espírito Santo, guia-nos a fazê-lo.

II. O que Cristo faz
Mas em segundo lugar, brevemente, há ALGO QUE O SENHOR FAZ. Quando os seus servos amados o seguem, ele diz: «Vos farei pescadores de homens», e nunca esqueçamos que é ele quem nos faz seguir-lhe; pelo qual, se você der o passo para ser pescadores de homens, até isso mesmo é dado por ele. Tenho me referido a apreender o seu espírito, para morar nele, a obedecer-lhe, para ouvir-lhe e para imitar-lhe; mas não podemos apartar nenhuma destas coisas de Sua obra total em nós. «De mim será achado o teu fruto», é um texto que não devemos esquecer nunca. Portanto, então, se o seguirmos, é ele quem nos faz lhe seguir; e assim ele nos faz pescadores de homens.
Mas, além disso, se seguirmos a Cristo, ele nos fará pescadores de homens por meio de toda a nossa experiência. Estou seguro de que o homem que realmente está consagrado a abençoar a outros será ajudado nisto por tudo o que ele sente, especialmente por suas aflições. Freqüentemente me sinto muito agradecido a Deus por ter sofrido terríveis depressões de espírito. Conheço as fronteiras do desespero e a beira horrível desse abismo da escuridão em que quase escorregaram os meus pés; mas centenas de vezes tenho podido brindar o apoio útil a irmãos e irmãs que estiveram nessa mesma condição, apoio que nunca poderia ter dado se não tivesse conhecido o seu profundo abatimento.
Pelo qual creio que até a experiência mais obscura e mais terrível de um filho de Deus o ajudará a ser um pescador de homens, se ele quer seguir a Cristo. Permaneça próximo do seu Senhor e ele fará de cada passagem uma bênção para ti. Se Deus em sua providência te faz rico, ele te equipará para falar com aqueles ricos ignorantes e malvados que tanto abundam nesta cidade e tão freqüentemente são a causa do seu pior pecado. E se ao Senhor lhe agrada te fazer muito pobre, poderá baixar e falar com aqueles pobres ímpios e ignorantes que tão freqüentemente são a causa do pecado nesta cidade e que com tanta urgência necessitam do evangelho.
Os ventos da Providência te levarão onde possa pescar homens. As rodas da Providência estão cheias de olhos, e todos aqueles olhos olharão o caminho para nos ajudar a sermos ganhadores de almas. Freqüentemente te surpreenderás ao verificar como Deus esteve em uma casa que você visitou: antes que você chegasse ali, a sua mão esteve operando neles. Quando deseja falar com algum indivíduo em particular, a Providência de Deus esteve tratando essa pessoa, preparando-a justamente para essa palavra que você poderá falar, mas que ninguém, a não ser você poderia dizer. Oh, sê tu um seguidor de Cristo, e acharás que, por meio de cada experiência através da qual estás passando, ele te fará um pescador de homens.
Mais mesmo, se o seguires, ele te fará pescador de homens por meio de distintas advertências em seu próprio coração. Há muitos conselhos do Espírito de Deus que os cristãos não atendem quando estão em uma condição insensível; mas quando o coração está em paz com Deus e vivendo em comunhão com Deus, temos uma sensibilidade santa, pelo qual não é necessário que o Senhor grite a nós, pois ouvimos o seu assobio aprazível. Não, ele não necessita nem sequer sussurrar. «Tu me guiarás com os seus olhos». Ah, quantos cristãos teimosos como mulas devem ser refreados e receber de vez em quando um golpe do chicote! Mas o cristão que segue ao seu Senhor será guiado com ternura. Não digo que o Espírito de Deus te dirá: «Aproxima-te e ajunta-te a esse carro», ou que você ouvirá uma palavra em seu ouvido; mas em sua alma, tão claramente como o Espírito disse a Felipe: «Aproxima-te e ajunta-te a esse carro», você ouvirá a vontade do Senhor. Logo que ver um indivíduo, o pensamento cruzará a sua mente: «Se aproxime e fale com essa pessoa». Cada oportunidade de ser útil será uma chamada para ti. Se estiveres preparado, a porta se abrirá diante de ti e ouvirás detrás de ti uma voz dizendo: «Este é o caminho; andai por ele». Se tiveres a graça para correres a carreira legitimamente, nunca estarás muito tempo sem um indício sobre a via perfeita a seguires. Essa via correta te levará ao rio ou ao mar, onde poderá lançar a sua rede e ser um pescador de homens.
Então, também, creio que o Senhor diz com isto que ele daria aos seus seguidores o Espírito Santo. Eles iam seguir-lhe, e em seguida, depois de lhe haver visto subir ao lugar santo do Altíssimo, permaneceriam em Jerusalém por um pouco de tempo, e o Espírito desceria sobre eles lhes revestindo com um misterioso poder. Esta palavra foi falada a Pedro e a André; e vocês sabem como se cumpriu com Pedro. Que multidão de peixes trouxe para terra a primeira vez que ele lançou a rede no poder do Espírito Santo! «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens».
Irmãos, não temos consciência do que Deus poderia fazer por meio desta companhia de crentes reunidos neste lugar. Se agora nós fôssemos cheios com o Espírito Santo, haveria bastante para evangelizar esta cidade. Há suficiente aqui para ser o meio da salvação do mundo. Deus salva não por muitos nem por poucos. Peçamos uma bênção; e ao buscá-la, ouçamos esta voz direta: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens».
Vocês estão na beira do grande mar da vida humana, as multidões das almas dos homens. Vocês vivem no meio de milhões; mas se vierem atrás de Jesus e forem fiéis a ele, verazes com ele e fizer o que ele lhes pede, ele vos fará pescadores de homens. Não diga: «Quem salvará esta cidade?». O mais fraco será suficientemente forte. O pão de cevada de Gideão baterá na tenda e a fará cair. Sansão, com a queixada tirada da terra, branqueada pelo sol, ferirá os filisteus. Não tema, ninguém desmaie. Deixe as suas responsabilidades mais próximas do seu Mestre. Que o horror do pecado imperante te faça olhar o Seu rosto amado, que há muito tempo chorou sobre Jerusalém e agora chora sobre este lugar. Aprisiona-o e nunca soltes o seu apoio.
Pelos fortes e poderosos impulsos da vida divina dentro de ti, vivificados e trazidos à maturidade pelo Espírito de Deus, aprenda essa lição da boca do Senhor: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens». Você não é apto para isso, mas ele te capacitará. Você não pode fazê-lo por ti mesmo, mas ele te fará cumpri-la. Você não sabe como lançar as redes e trazer os cardumes de peixes para a margem, mas ele te ensinará. Apenas siga-lhe, e ele te fará um pescador de homens.
Queria de alguma maneira poder dizer isto como com voz de trovão, de modo que toda a igreja de Deus pudesse ouvi-la. Desejaria poder escrever com uma linha de estrelas no céu: «Jesus disse: Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens». Se esquecer o preceito, a promessa nunca será tua. Se seguir alguma outra via, ou imitar a algum outro líder, pescará em vão. Deus nos conceda crer plenamente que Jesus pode fazer grandes coisas em nós e em seguida fazer grandes coisas através de nós, pelo bem de nossos companheiros!

III. Qualidades de um bom pescador
O último ponto vocês mesmos podem desenvolvê-lo em sua totalidade em suas meditações privadas com muito proveito. Aqui temos uma figura completa de instrução. Dar-lhes-ei só duas ou três idéias que podem utilizar. «Eu vos farei pescadores de homens». «Vocês tem sido pescadores de peixes: se vocês me seguirem, eu vos farei pescadores de homens».
Um pescador deve ser uma pessoa muito dependente e deve ser confiante. Ele não pode ver os peixes. Aqueles que pescam no mar devem ir e lançar a rede, por assim dizer, ao acaso. A pesca é um ato de fé. Tenho visto freqüentemente no mar Mediterrâneo, homens que vão com seus barcos e rodeiam as águas com longas redes; e no entanto, quando arrastaram a rede para a margem, tiveram tanto resultado como o que eu poderia pôr em minha mão. Uns insignificantes prateados desprezíveis foram tudo o que pegaram. No entanto, eles tornaram a lançar a grande rede várias vezes no dia, aguardando com esperança o que aconteceria.
Ninguém é tão dependente de Deus como o ministro de Deus. Oh, esta pesca é uma obra de fé! Eu não posso dizer que uma alma será trazida a Deus por ela. Eu não posso julgar se o meu sermão será adequado para as pessoas que estão aqui, mas creio que Deus me guiará ao lançar a rede. Espero que ele opere para a salvação, e dependo dele para isso. Amo esta dependência absoluta, e se me oferecesse um aumento no poder da pregação, de tal forma que eu pudesse salvar pecadores, e que estivesse ao meu inteiro dispor, eu suplicaria ao Senhor que não me permitisse tê-lo, já que é muito mais delicioso ser completamente dependente dele em todo momento.
É bom ser um néscio quando Cristo é feito a sua sabedoria. É uma coisa bendita ser fraco se Cristo se converter mais plenamente em sua força. Vão trabalhar, vocês que serão pescadores de homens e, no entanto, sintam a sua insuficiência. Vocês que não têm forças, invistam nesta obra divina. A força do seu Mestre será vista quando a tua própria desaparece. Um pescador é uma pessoa dependente, ele deve procurar o êxito cada vez que dispõe a rede; mas ainda é uma pessoa confiada e, portanto, lança a rede com alegria.
Um pescador que subsiste do seu ofício é um homem diligente e perseverante. Os pescadores estão em pé ao amanhecer. Ao clarear o dia, eles estão pescando, e continuam a tarefa até o final da tarde. Enquanto as mãos puderem trabalhar, os homens pescarão. Que o Senhor Jesus nos faça ser esforçados, perseverantes, incansáveis pescadores de homens! «Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não deixe repousar a tua mão; porque não sabes qual será o melhor, se este ou aquele».
O pescador, em sua própria arte, é inteligente e atento. Parece muito fácil, atrevo-me a dizer, ser um pescador, mas vocês veriam que não é uma brincadeira de criança se tivessem que tomar parte real nisso. Há uma arte nisso, desde reparar de forma eficiente a rede, até trazê-la para a margem. Quão diligente é o pescador para evitar que os peixes saltem fora da rede! Ouvi um grande ruído uma noite no mar, como se algum tambor enorme fosse tocado por um gigante; fui e vi que os pescadores estavam batendo na água para conduzir os peixes à rede, ou para impedir que escapassem quando já tinham sido capturados.
Você e eu freqüentemente teremos que estar atentos aos extremos da rede do evangelho, para que os pecadores que quase estão pescados tentem escapar. São peixes muito ardilosos, e utilizam esta astúcia em seu esforço por evitar a salvação. Nós temos que estar sempre em nosso ofício, e exercitar todo o nosso engenho e mais que o nosso próprio engenho, se quisermos ser pescadores de homens bem sucedidos.
O pescador é uma pessoa muito laboriosa. Não é absolutamente uma chamada fácil. Ele não se senta em uma poltrona para pescar. Ele tem que sair em tempos ruins. Se aquele que considerar as nuvens não semeará, estou seguro de que aquele que considera as nuvens nunca pescará.
Se nunca fizermos algum trabalho para Cristo exceto quando nos sentimos repousados, não faremos muito. Se sentirmos que não oramos porque não podemos orar, nunca oraremos, e se dissermos: «Não pregarei hoje porque não creio que possa pregar», nunca faremos uma pregação que valha a pena. Devemos estar sempre nisso, até nos desgastar a nós mesmos, deixando toda a nossa alma na obra de todos os tempos, pela causa de Cristo.
O pescador é um homem ousado. Ele prova o mar revolto. Um pouco de salmoura em seu rosto não lhe fere; mesmo salpicado milhares de vezes, aquilo não é nada para ele. Quando se convertera em um pescador de mar profundo, nunca esperou dormir no regaço do fácil. Portanto, o verdadeiro servo de Cristo que pesca almas nunca tem como inconveniente um risco pequeno.
Ele estará obrigado a fazer ou a dizer a muitos alguma coisa que é muito impopular; e algumas pessoas cristãs inclusive podem catalogar as suas declarações como muito severas. Ele deve fazer e dizer aquilo que é para o bem das almas. Não se entretém inquirindo o que outros pensam de sua doutrina, ou dele; mas no nome do Deus Todo-Poderoso, ele deve sentir que: «Se rugir o mar e sua plenitude, ao mandado do meu Mestre lançarei a rede».
Agora, em último termo, o homem a quem Cristo faz um pescador de homens é bem-sucedido. «Mas», disse alguém, «eu sempre ouvi que os ministros de Cristo têm que ser fiéis, mas que eles não podem estar seguros de ter êxito». Sim, ouvi esse dito e de uma maneira sei que isso é certo, mas em outro sentido tenho minhas dúvidas a respeito disso. Aquele que é fiel é, no caminho e no juízo de Deus, mais ou menos bem-sucedido. Por exemplo, aqui há um irmão que diz que é fiel. É obvio, tenho que acreditar nele, mas nunca ouvi falar de um pecador que tenha sido salvo por ele. Sem dúvida, devo pensar que o lugar mais seguro para uma pessoa que não quer ser salva seria estar sob o ministério deste cavalheiro, porque ele não prega nada que provavelmente desperte, impressione ou convença a alguém. Este irmão é «fiel» porque ele o diz.
Pois bem, se alguma pessoa no mundo te diz: «Eu sou um pescador, mas nunca pesquei nada», você lhe perguntaria como ele poderia ser chamado de pescador. Um sitiante que alguma vez semeou e colheu trigo ou qualquer outro cultivo, é realmente um agricultor? Quando Jesus Cristo diz: «Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens», quer dizer que vocês realmente deverão pescar homens, que realmente salvarão a alguns; porque aquele que nunca conseguiu nenhum peixe não é um pescador.

Estudo Sobre Milagres Operados por Jesus.

OS MILAGRES DE JESUS CRISTO

Milagres na Bíblia

Fato ou acontecimento fora do comum, que Deus realiza para confirmar o seu poder, o seu amor e a sua mensagem.

Antigo Testamento
Milagre: Lugar: Texto Bíblico:

A confusão das línguas Babel Gn 11.7-9
Sodomitas feridos de cegueira Sodoma Gn 19.11
Destruição de Sodoma e Gomorra Sodoma & Gomorra Gn 19-24,25
Esposa de Ló, transformada em sal Região de Sodoma Gn 19.26

Sarça ardente (Moisés) Horebe Ex 3.2
Vara transf. em serpente (Moisés) Horebe Ex 4.2-5
Mão de Moisés fica leprosa Horebe Ex 4.6,7
Vara transf. em serpente (Arão) Egito Ex 7.10-12

Dez pragas Egito Ex 7.12
Coluna de Nuvem e de fogo Região do Egito Ex 13.20,21
Mar vermelho é dividido Região do Egito Ex 14.2
Águas de Mara torna-se potável Mara Ex 15.24,25
Cordonizes e Maná Deserto Ex 16.13-35
Água brota da rocha Horebe Ex 17.5-7; Nm 20.8-12

Vitória sobre os Amalequitas Refidim Ex 17.8-16
Sacrifícios consumidos pelo fogo Vários Lv 9.24; 1Rs 18.38; 2Cr 7.1
Filhos de Arão consumidos Sinai Lv 10.1,2
Miriã é curada da lepra Hazerote Nm 12.10-15

Corá e seguidores, destruidos Deserto Nm 16.31-35
Praga enviada e detida Deserto Nm 16.41-50
Vara floresce e produz (Arão) Cades Nm 17.1-8

Serpentes ardentes e a cura Deserto de Zim Nm 21.7-9
Jumenta fala (Balaão) Petor Nm 22.18-31
Jordão é dividido Rio Jordão Js 3.14-17; 2Rs 2.8-14
Queda dos muros (Jericó) Jericó Js 6.6-21
Sol e Lua, param Gibeão Js 10.12,13
Sansão bebe água de Leí Leí Jz 15.19

Dagom e filisteus caem diante da arca Asdode 1Sm 5
Habitantes de Bete-Semes, feridos Bete-Semes 1Sm 6.19
Samuel ora e chove Gilgal 1Sm 12.18
Uzá ferido de morte Perez-Uzá 2Sm 6.6,7
Mão de Jeroboão Betel 1Rs 4.4-6

Farinha e Azeite, multiplicados Sarepta 1Rs 17.10-16
Soldados consumidos Região de Samaria 2Rs 1.9-12
Carruagem de fogo Região do Jordão 2Rs 2.11
Águas restauradas Jericó 2Rs 2.19-22

Provisão de água para o exército Moabe 2Rs 3.16-20
Azeite multiplicado Israel 2Rs 4.1-7
Ressurreição do jovem Suném 2Rs 4.32-36
Restauração da comida envenenada Gilgal 2Rs 4.40,41
Multiplicação dos pães Gilgal 2Rs 4.42-44

Lepra curada (Naamã) Jordão 2Rs 5.10-14
Lepra em Geasi Samaria 2Rs 5.24-27
Machado flutua Jordão 2Rs 6.5,6
Batalhão é ferido com cegueira Dotã 2Rs 6.15-18

Exercito Sírio é vencido Samaria 2Rs 7.6,7
Mortos ressuscitam Israel 2Rs 13.20,21
Exercito de Senaqueribe é vencido Jerusalém 2Rs 19.35
Sol retrocede Jerusalém 2Rs 20.9-11
Lepra em Uzias Jerusalém 2Cr 26.19-21

Jovens na fornalha Babilônia Dn 3.19-27
Livramento de Daniel Babilônia Dn 6.16-23
Jonas no ventre do peixe Mediterrâneo Jn 1.17
Jonas é liberto Mediterrâneo Jn 2
Novo Testamento: Jesus Cristo
Milagre: Texto Bíblico:

Transformação de água em vinho Jo 2.1-11
Cura do filho do oficial Jo 4.46-54
Cura do Paralítico de Betesda Jo 5.1-9
Primeira grande pesca Lc 5.1-11

Libertação do endemoninhado Mc 1.23-28; Lc 4.31-36
Cura da sogra de Pedro Mt 8.14,15; Mc 1.29-31; Lc 4.38,39
Purificação do leproso Mt 8.2-4; Mc 1.40-45; Lc 5.12-16
Cura do paralítico Mt 9.2-8; Mc 2.3-12; Lc 5.18-26

Cura da mão ressequida Mt 12.9-13; Mc 3.1-5; Lc 6.6-10
Cura do criado do centurião Mt 8.5-13; Lc 7.1-10
Ressurreição do filho da viúva de Naim Lc 7.11-15
Cura do endemoninhado mudo Mt 12.22; Lc 11.14

Acalma a tempestade Mt 8.18-27; Mc 4.35-41; Lc 8.22-25
Cura do endemoninhado geraseno Mt 8.28-33; Mc 5.1-14; Lc 8.26-39
Cura da mulher enferma Mt 9.20-22; Mc 5.25-34; Lc 8.43-48
Ressurreição da filha de Jairo Mt 9.23-26; Mc 5.22-24, 35-43; Lc 8.41-56
Cura de dois cegos Mt 9.27-31

Cura do endemoninhado mudo Mt 9.32,33
Primeira multiplicação de pães Mt 14.14-21; Mc 6.34-44; Lc 9.12-17; Jo 6.5-13
Anda sobre as águas Mt 12.24-33; Mc 6.45-52; Jo 6.16-21
Cura a filha da Cananéia Mt 15.21-28; Mc 7.24-30
Cura do surdo e gago Mc 7.31-37
Segunda multiplicação de pães Mt 15.32-39; Mc 8.1-9

Cura do cego de Betsaida Mc 8.22-26
Cura do jovem possesso Mt 17.14-18; Mc 9.14-29; Lc 9.38-42
Pagamento do imposto Mt 17.24-27
Cura do cego Jo 9.1-7

Cura da mulher enferma Lc 13.10-17
Cura do hidrópico Lc 14.1-6
Ressurreição de Lázaro Jo 11.17-44
Cura dos leprosos Lc 17.11-19

Cura do cego Bartimeu Mt 20.29-34; Mc 10.46-52; Lc 18.35-43
Figueira amaldiçoada Mt 21.18,19; Mc 11.12-14
Restauração da orelha de Malco Lc 22.49-51; Jo 18.10
Segunda grande pesca Jo 21.1-11
Novo Testamento: Apóstolos

Os milagres de Jesus

Durante seu ministério, Jesus operou vários milagres, mostrando assim seu poder sobre a doença, a natureza e até mesmo sobre a morte. É importante notar que em nenhum momento Jesus usou seus poderes para benefício próprio. Nem ao ficar quarenta dias em jejum, quando foi levado ao deserto para ser tentado por Satanás (Mateus 4:1-11). Sem dúvida alguma, os milagres relatados na Bíblia não representam a totalidade de maravilhas que Jesus realizou durante seus 3 anos e meio de pregação do Reino de Deus.

Como é dito pelo apóstolo João: "Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (João 20:30-31) Abaixo, segue a relação dos milagres de Jesus relatados na Bíblia:

Milagres de cura
Milagre Mateus Marcos Lucas João
Um leproso 8:2-4
1:40-42
5:12-13

O servo de um centurião romano 8:5-13
7:1-10

A sogra de Pedro 8:14-15
1:30-31
4:38-39

Dois gadarenos (gerasenos) 8:28-34
5:1-15
8:27-35

Um paralítico 9:2-7
2:3-12
5:18-25

Uma mulher com hemorragia 9:20-22
5:25-29
8:43-48

Dois cegos 9:27-31

Um endemoninhado que não podia falar 9:32-33

Um homem com a mão atrofiada 12:10-13
3:1-5
6:6-10

Um endemoninhado cego e mudo 12:22
11:14

A filha de uma cananéia 15:21-28
7:24-30

Um menino endemoninhado 17:14-18
9:17-29
9:38-43

Dois cegos (um dos quais Bartimeu) 20:29-34
10:46-52
18:35-43

Um surdo e gago 7:31-37

Um possesso na sinagoga 1:23-26
4:33-35

Um cego de Betsaida 8:22-26

Uma mulher encurvada 13:11-13

Um homem com hidropisia 14:1-4

Dez leprosos 17:11-19

O servo do sumo sacerdote 22:50-51

O filho de um oficial em Cafarnaum 4:46-54

Um inválido à beira do tanque de Betesda 5:1-9

um cego de nascença 9:1-7

Milagres que demonstram o poder sobre a natureza
Milagre Mateus Marcos Lucas João
Jesus acalma a tempestade 8:23-27
4:37-41
8:22-25

Jesus anda sobre as águas 14:25
6:48-51
6:19-21

Jesus alimenta 5000 homens 14:15-21
6:35-44
9:12-17
6:6-13

Jesus alimenta 4000 homens 15:32-38
8:1-9

A moeda na boca do peixe 17:24-27

A figueira seca 21:18-22
11:12-14,20-25

A grande pesca 5:1-11

Jesus transforma água em vinho 2:1-11

Outra grande pesca 21:21-11

Milagres de ressurreição
Milagre Mateus Marcos Lucas João
A filha de Jairo 9:18-19,23-25
5:22-24,38-42
8:41-42,49-56

O filho de uma viúva de Naim 7:11-15

Lázaro 11:1-44

Fonte: Bíblia de Estudo NVI.

©2009 - Portal da Bíblia Histats.com


Que a Bíblia Diz?

Qual foi o propósito dos milagres na Bíblia?
Muitas pessoas hoje estão procurando milagres por motivos egoístas. Querem curas físicas, mas não se preocupam com a saúde espiritual. Querem prosperidade, mas não buscam as riquezas eternas. Igrejas que enfatizam milagres e negligenciam a pregação da palavra de Deus estão alimentando tais apetites. Jesus fortemente condenou atitudes iguais (João 6:26).

Por que Jesus e outros servos de Deus realizaram milagres? O movimento pentecostal, que pegou fogo desde o início do século XX, tem dado grande ênfase às experiências de manifestações do Espírito Santo de uma maneira que os ensinamentos bíblicos são freqüentemente esquecidos. Considere as afirmações bíblicas sobre o propósito dos milagres que Jesus e outros realizaram.

ì Os milagres provaram a fonte da mensagem. Quando Deus enviou Moisés ao Egito, ele lhe deu sinais milagrosos para provar que sua mensagem era realmente divina (Êxodo 4:1-17).

í Os milagres de Jesus provaram seu poder para perdoar pecados. Estude o relato de Marcos 2:1-12, observando especialmente as palavras de Jesus nos versículos 10 e 11: "Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados - disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa."

î O povo entendeu que os sinais introduziram uma nova doutrina. As pessoas em Cafarnaum perguntaram: "Que vem a ser isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!" (Marcos 1:27).

ï O Espírito Santo deu poderes miraculosos aos apóstolos para confirmar a palavra que eles pregaram (Marcos 16:20). Paulo descreveu esses sinais como "as credenciais do apostolado" (2 Coríntios 12:12).

ð Alguns anos depois, o autor de Hebreus falou que a palavra dos apóstolos foi confirmada junto com o testemunho de "sinais, prodígios e vários milagres" (Hebreus 2:3-4).
A palavra foi revelada, confirmada, e entregue aos santos uma vez por todas (Judas 3). Já recebemos, nas Escrituras, tudo que precisamos para servir ao Senhor (2 Pedro

1:3-4; 2 Timóteo 3:16-17).
Algumas pessoas vão continuar pedindo sinais, como os incrédulos do primeiro século. Mas nós devemos estar contentes em pregar "Cristo crucificado" (1 Coríntios 1:22-23).

Quem Sao os Vencedores de Deus.

QUEM SÃO OS VENCEDORES DE DEUS?


“Ao vencedor, e ao que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações” (Ap 2:26).

“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3:21).

A vitória de Cristo

Antes de o Senhor Jesus começar seu ministério público, foi batizado. Isto significa dizer que foi em morte e ressurreição que ele executou a obra de três anos e meio. Absolutamente não houve nenhuma carne envolvida na obra de sua vida. O Senhor jamais fez alguma coisa de sua própria vontade. Sempre fez a vontade daquele que o enviou. Não só fez a vontade do Pai, mas também respeitou o tempo do Pai. Satanás tentou seduzi-lo a provar que era mesmo o filho de Deus, transformando pedras em pães. Vocês sabem qual foi a resposta de Jesus: Nem só de pão vive o homem , mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Por toda a sua vida o nosso Senhor jamais viveu de acordo com a carne. Por isso, foi o primeiro homem em quem Satanás não encontrou absolutamente nada seu. Nem a carne nem o mundo nem o diabo tiveram lugar nele.  

O fracasso da Igreja

O motivo para a igreja permanecer sobre a terra é afirmar e demonstrar a vitória da cruz de Cristo, amarrando Satanás em todo o lugar, exatamente como o Senhor mesmo – “O cabeça” da Igreja – amarrou Satanás no Calvário. Ele permite que Satanás permaneça na terra com o intuito de criar-nos oportunidades de demonstrar a Vitória do Seu Filho. Deus espera que o mundo olhe para nós e veja a vitória de Seu Filho amado. Consequentemente, um crente derrotado envergonha a Deus.

Na cruz o Senhor Jesus já julgou a Satanás de acordo com a lei de Deus. Agora Deus confia à Igreja a tarefa da execução desse julgamento sobre a terra.

Deus procura vencedores

Sempre que a Igreja fracassa, Deus encontra alguns poucos dentro da igreja – chamados para serem vencedores – para que assumam a responsabilidade que a igreja como um todo deveria assumir, embora tenha fracassado. Deus escolhe um grupo de fiéis para representar a igreja na demonstração da vitória de Cristo. Ele tem seus vencedores em todos os sete períodos da igreja (conforme representados pelas sete igrejas descritas nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse).

O princípio dos vencedores

O modo de Deus trabalhar, conforme ilustrado nas Sagradas Escrituras, é encontrar alguns poucos para formar um núcleo a fim de beneficiar muitos. Como exemplo podemos citar: Abel, Enoque, Noé e Abraão e Gideão. Através de Abraão (poucos) Deus alcança toda a nação de Israel (os muitos).

Assim então, o princípio da operação de Deus é dos poucos para os muitos. Repetidas vezes Deus usa relativamente poucos crentes como canais para derramar vida na igreja para o reavivamento.

·                    Como fez o Senhor Jesus, estes poucos têm de derramar sangue para que a vida possa fluir. Os vencedores devem permanecer sobre o terreno da vitória pela igreja e em lugar da igreja. Têm de suportar sofrimentos e opróbrios.

·                    Portanto, os vencedores devem abandonar toda a auto-complacência, pagar o preço, deixar que a cruz corte fora tudo o que procede da velha criação e prevalecer contra as portas do inferno (Mt 16: 18).

·                    Você está pronto a ferir seu próprio coração para receber o coração de Deus? Está pronto a ser derrotado para que o Senhor triunfe?

·                    Quando sua obediência for completa, Deus rapidamente vingará toda a desobediência.

“Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo. E estaremos prontos para punir todo ato de desobediência, uma vez estando completa a obediência de vocês”. (II Co 10.5-6).

A tarefa dos vencedores

Ao examinar o princípio dos vencedores devemos observar duas coisas: 1) que sempre quando todo o corpo fracassa, Deus escolhe alguns, relativamente poucos, para ficar no lugar do corpo todo; e 2) que Deus chama esses poucos para executar suas ordens, para que através deles possa, mais tarde, atingir muitos.

A escolha dos vencedores

A epopéia de Gideão – Juízes 6.12: Então o anjo do Senhor apareceu a Gideão e lhe disse: “O Senhor está com você, poderoso guerreiro”.

·                    De acordo com o estatuto de Números, todos os varões de Israel que chegassem aos vinte anos de idade seriam guerreiros e aptos para lutar pelo Senhor. Mas no período dos juízes, quando os filhos de Israel estavam fracassados, Deus livrou seu povo, escolhendo 300 homens para lutar numa batalha na qual todos os israelitas deveriam ter lutado, mas para a qual não estavam preparados por causa da desobediência.

Como se tornar um discípulo vencedor

·                    Reconhecer a própria insignificância: Gideão reconheceu dizendo: “Eu sou o menor da casa de meu pai, e a casa de meu pai é a mais pobre em Manassés”.

·                    Ter visão celestial: isto é, a visão do propósito eterno de Deus. Aquele que não tem essa visão não estará habilitado a ser um vencedor.

·                    Não desobedecer à visão – mas responder ao chamado do Senhor com atitude sacrificial. Os vencedores são chamados por Deus. Você já ouviu o chamado feito aos vencedores que se encontra nos capítulos 2 e 3 do Apocalipse? Já atendeste ao chamado?

·                    Quebrar os ídolos – qualquer coisa que ocupa o lugar de Deus precisa ser derrubada. Aquele que conhece a Deus saberá o que pode representar um ídolo em sua vida.

“Despedace o altar de Baal, que pertence a seu pai, e corte o poste sagrado de Aserá que está ao lado do altar. Depois faça um altar para o Senhor, o seu Deus” (Jz 6.25-26).    Pr Robson Vital    Igreja Nova Jerusalem


Bíblia O martírio de João Batista (Mc 6, 14-29)

 

João Batista começou a pregar desde a costa ocidental do Mar Morto e Rio Jordão acima, na antiga parte rasa sobre a qual Josué e os filhos de Israel passaram para entrar na terra prometida. Era praticamente na entrada da parte rasa que o povo se juntava a ele, pois essa passagem era o local mais freqüentado por aqueles que queriam atravessar o rio.

Para muitos, ele era um grande pregador, um profeta que vinha do deserto da Judéia consolar com suas palavras muitos judeus sem esperanças, cansados. Sua trajetória foi, durante 9 meses, uma peregrinação do sul do Jordão até o norte anunciando os tempos finais e denunciando as injustiças políticas, sociais e religiosas que permeavam aquela sociedade.

Nos momentos finais de sua vida, João volta para o sul, donde havia começado suas pregações. Aproximadamente um quarto dos seus seguidores, naquelas alturas, já havia se dirigido para a Galiléia à procura de Jesus. O próprio João os entregou para Jesus. “No dia seguinte, João estava ali novamente com dois dos seus discípulos. Quando viu Jesus passando, disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus!”. Ouvindo-o dizer isso, os dois discípulos seguiram Jesus.” (Jo 1, 35-36). João sabia que já havia chegado ao final do seu trabalho; sua missão encerrava-se quando o Jesus aparecesse em público. Talvez, ao chegar ao sul, já se sentisse sozinho e desconsolado.

Foi justamente próximo ao vilarejo de Adão que João acusa Herodes Antipas de ter tomado de forma ilícita a esposa do próprio irmão. Depois do batismo de Jesus, provavelmente João tenha transformado seu discurso em favor daquela gente comum, desprotegida e desamparada, denunciando com voz forte e em alto-tom a corrupção dos governantes, sejam eles dos grupos político ou religioso.

De acordo com o evangelho de hoje, por medo de uma rebelião e das acusações pessoais, Herodes Antipas mandou prender João Batista, dispersando alguns dos seus discípulos enquanto outros se espanharam pela Palestina, encontrando Jesus na Galiléia.

Na prisão, alguns dos seus discípulos que ficaram com ele traziam-lhe noticias acerca de Jesus. Contentava-se apenas em ouvir os relatos sobre Jesus. Nesta altura, podemos formular duas hipóteses sobre o que passava no coração de João Batista a respeito se Jesus. A primeira é que acredita, realmente, o Filho do Homem, uma vez que já o conhecia desde sua infância e soubera pela boca de Isabel tudo sobre Jesus e sua Mãe. A segunda seria a de que o evangelista quisesse mostrar que a missão de João havia chegado ao fim e, na tentativa de fazer seus próprios discípulos entenderem que tinham outro mestre, manda-os até Jesus com o seguinte questionamento: “És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?” (MT 11, 3; Lc 7, 19b). Prefiro ficar com a segunda hipótese uma vez que João Batista já o havia reconhecido e presenciado a graça de Deus sobre Jesus no momento do seu batismo.

Provavelmente entendera o recado de Jesus enviado pelos seus próprios discípulos dizendo-lhe: “Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres; e feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa” (Mt 11, 4-6; Lc 7, 22-23). Sua missão encerrava-se ali e como profeta de Deus, i.é., amigo do noivo, compreendera que Jesus não fora visitá-lo e, nem muito menos, tentou salvá-lo do cárcere, porque como um profeta justo e santo deveria ter, ao final de sua carreira, depois de um ano e meio de prisão, um fim trágico, de mártir segundo os preceitos de Deus.

Sua experiência na prisão fora, de fato, uma grande prova de amor e fidelidade a Deus. Durante a prisão, alguns de seus discípulos vieram a ele informando-lhe sobre as atividades de Jesus. Em outra ocasião, havia dito que não era digno nem de desatar as sandalhas dos pés de Jesus, reconhecendo no Filho de Deus seu Senhorio. “Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes de mim” (Jo 1, 30b). A humildade de João fora sem dúvida a mola mestra para seu ministério. Ser humilde é, pois, biblicamente, sinal de sabedoria. Só quem aponta o Caminho e entrega seus discípulos para Aquele que é maior, entendeu verdadeiramente seu chamado. Em contrapartida, pôde ser reconhecido pelo próprio Noivo: “Afinal, o que foram ver? Um profeta? Sim, eu lhes digo, e mais que profeta. [...] Eu lhes digo que entre os que nasceram de mulher não há ninguém maior do que João (...)” (Lc 7, 26-28).

Para os primeiros cristãos, o termo “santo” (do grego, hagioi), que antes era atribuído uns aos irmãos que seguiam o cristianismo, fora mais tarde, reservado apenas para uma testemunha, i.é, um mártir (do grego, martys), que morreu pela fé em Cristo. João, interiormente, sabia desse seu chamado. Colocar a vida nas mãos de Deus. Em outras palavras, atender ao chamado de Deus implicava, necessariamente, morrer por ele. Os santos relevantes do Novo Testamento morreram por causa de Cristo, de sua mensagem. O martírio era, na verdade, uma grande graça, o selo da total conformidade do santo com Cristo. João, entretanto, é um divisor de águas. Ao mesmo tempo que divide o anúncio do salvador do Messias, sendo o último dos profetas, torna-se o primeiro e único profeta do Novo Testamento. Além disso, o primeiro mártir no Novo Testamento, martirizado não somente porque seu discurso era comprometedor, mas, também, porque, indiretamente, anunciava o libertador de Israel.

O reconhecimento da santidade de Pedro e de Paulo não fora, contudo, mérito por terem eles sido os primeiros líderes das Igrejas Primitivas, mas foram reconhecidos por terem entregado suas vidas ao martírio. Desde os primeiros séculos da era cristã, quando se mostravam em evidências as perseguições cristãs, o mártir era, pois, chamado de santo por ter morrido como mártir.

No mundo em que vivemos, constantemente somos surpreendidos por inúmeras notícias de injustiças sociais, violências, terrorismo, etc. Os sinais dos tempos indicam-nos que Jesus está próximo. Sua vinda é eminente. Precisamos nos fazer os santos do derradeiro momento. Justamente, no momento em que a Igreja vai passar por seus momentos de provação, i.é, de perseguição, faz-se urgente nossa entrega total a Deus e uma renúncia a tudo o que o mundo vier a nos oferecer e que poderá nos separar do amor de Deus. No momento em que as trevas insinuarão cobrir a Igreja de Deus, precisamos andar na Luz, buscar a Luz. “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (Jo 1, 7).

João apontou para Jesus, dizendo àqueles que vinham a ele para arrependerem-se sinceramente, a fim de que Deus pudesse fazer neles morada. Buscamos, pois, o Senhor na oração e roguemos a ele para que sejamos, a exemplo de João Batista, corajosos na fé. Entretanto, nossa oração precisa ser um diálogo íntimo com o Senhor capaz de testemunhar com nossa vida, se for preciso com o martírio do nosso corpo, diante das perseguições que os cristãos passarão nos tempos em que vivemos. Quando um mártir testemunha através do sofrimento e morte dos membros de seu corpo, Cristo morre e sofre novamente.

No atual contexto em que vivemos, somos capazes de sofrer e morrer por Cristo? De acordo com Tertuliano, “O sangue dos mártires é a semente da igreja”. Estamos prontos para sermos “sementes derradeiras” da Igreja ou precisamos ainda por meio da oração deixar o Espírito Santo fazer de nós verdadeiros soldados da fé que, na luta contra as forças malignas que buscam dominar o mundo, personificadas nos governos e atos iníquos, dão sua própria vida para que o Reino de Deus estabeleça-se, de fato, no mundo?                                                Pr Robson   Vidal             Igreja Nova Jerusalem

sábado, 1 de outubro de 2011

Ilustraçao de Sabedoria " A Vaca "



Era uma vez, numa terra distante, um sábio chinês e seu discípulo. Certo dia, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre.
Ao se aproximarem, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada.
Naquela área desolada, sem plantações e sem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada.
Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos.
A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:
— Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem?
— O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento — disse o chefe da família. Ela nos dá leite, que bebemos e também o transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:
— Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.

O discípulo não acreditou.
—Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!

O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
— Vá lá e empurre a vaca no precipício.

Indignado, porém, resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo.
Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la, pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira.
Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica.
Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos, comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou.
O que teria acontecido com a família?
Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade.

Aproximou-se, então, do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá havia alguns anos.
— Claro que sei. Você está olhando para ela — disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
—Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
—Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos.

Mas, um dia, ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos.
E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor do que antes.